20 de dez. de 2011

A Geração

Verdade seja dita, as pessoas devem achar que blogueiro é uma raça de pessoas mal compreendidas e mal amadas, que só encontram felicidade quando estão reclamando das outras pessoas.

Se o lance de ser blogueiro é ser reclamão (na opinião de uma casta), então farei a vossa vontade e vou reclamar um pouco. Até porque se eu não reclamar, acredito que vocês ficarão tristes né? E o que eu mais quero é que sejam felizes e reclamem da gente.

Alguém poderia ser gentil e me responder uma coisa que vem me atormentando há tempos? 

O que está acontecendo com os jovens dessa geração?

Hoje em dia você dizer o nome de web celebrities como Bill Gates, Stevie Jobs e afins não te define como um nerd. No máximo te torna um cara antenado das coisas. Mas se antigamente as crianças saiam correndo dos seus colégios para assistir Dragon Ball, Caverna do Dragão, Cavaleiros do Zodíaco, quando não os mais underground's assistiam a Buck; hoje em dias as crianças assistem programas que fariam os nossos cérebros saírem em pastas disformes pelas nossas orelhas.

Lembro que na minha infância, desenhos ditos para crianças eram: Fly, Thundercats, Ursinhos Gummy, Silverhawks, dentre outros.

Se você reconhecer a maioria dos personagens fique feliz pela sua infância.

Enquanto que hoje em dia os desenhos são como se feitos para pessoas com sérios problemas de controle de raiva. Eu juro que já vi vários daqueles desenhos/programas sendo demonstrados ao Alexander DeLarge na sua sessão de lavagem cerebral.

E depois perguntam porque os jovens de hoje em dia são todos perturbados; mas era de se esperar que com tanta merda cultura anti-agressão, as pessoas começassem a ficar insanas.

Algumas culturas ensinam aos seus filhos violencia e morte de uma forma nada ortodoxa. Compra um cachorro prestes a morrer e ensinam a seus filhos que devem ama-los e respeita-los e quando o seu novo animalzinho de estimação finalmente padece a regra imutavel da vida, o responsavel por enterrar o pobre animal é a criança.

Acho que o Barney, Backyardigans e outros desenhos desses não tem esse nivel de ensinamento. Mas antes que as pessoas que não entendem o minimo de sarcasmo comecem a atirar pedras, vale ressaltar que não estou dizendo para voce colocar o seu filho de 2 anos de idade para ver Akira, com suas mortes repletas de vísceras.

Mas, pelo amor de Deus, não transformem seus filhos em crianças acerebradas.

22 de nov. de 2011

Agora é a vez delas.


Verdade seja dita e trouxa é aquela mulher que não aceitar essa verdade nua e crua. Todo homem curte ver uma revista de nu (ou de ‘mulher pelada’) de vez em quando.

Os homens têm uma necessidade instintiva de ver belos seios e bundas. É quase que uma cerimônia de iniciação na vida sexual. Todo jovem em algum momento verá uma revista dessas. É inevitável e mesmo o homem que diz nunca ver, provavelmente, pega uma revista dessas de tempos em tempos.

As mulheres vão perguntar por que dessa necessidade. Assim como vão questionar essa necessidade e vontade desenfreada. A resposta a isso pode ser das mais diversas possíveis.

Os homens sentem a necessidade de ver pornografia. Um antropólogo e cientista, diria que é devido a uma herança genética da época em que os homens tinham que disseminar seu código genético pela Terra e por conta disso a poligamia era aceitável.

Com a evolução social do homem essa possibilidade lhe foi limada e com isso o homem sente falta dessa época. E revistas masculinas vieram para sanar essa necessidade.

Nem todos os homens sem imaginam realmente fazendo sexo com as beldades das revistas; na verdade a maioria deles se imagina fazendo sexo com a sua parceira usual, a diferença é o motivador, local, razão e afins. Mas apesar da liberdade sexual que é pregada nos dias de hoje, ainda temos muitos tabus e com isso acabamos nos reprimindo e despejamos as nossas energias em transas virtuais.

Mas o que os homens tanto vêem nessas revistas?

Nunca peguei uma revista adulta destinada ao publico feminino, mas já tive contato com uma gama de revistas adultas para o publico masculino. E em especial as revistas das ‘coelhinhas’. E posso assegurar as mulheres que tremem ao pensar nos seus namorados com essas revistas (serio mesmo isso?) que vocês vão se surpreender.

Imagine uma revista comum. Uma revista de fofoca. Imaginaram minhas queridas meninas?
Agora coloque entre as paginas da sua revista de fofoca favorita, fotos em trajes menores (ou sem trajes) daquele ator, musico, símbolo sexual que te arranca suspiros e frisson. É exatamente isso que vocês encontram em revistas masculinas. Nada mais, nada menos.

Algumas revistas mostram mais fotos do que entrevistas e matérias; algumas mostram mais entrevistas e matérias do que fotos. Mas em geral é apenas isso.

A grande diferença é que se o seu namorado/peguete/marido não demonstra interesse por essas revistas, existe uma grande possibilidade dele se interessar por sites pornográficos. E apesar das mulheres acharem que isso é a coisa mais absurda do mundo, nem sempre o homem que se masturba na frente da TV vendo um pornô é o cara que vai te trair num quarto de motel com a secretaria ou a sua melhor amiga.

Agora faço questão de terminar esse post com o seguinte desafio: você, mulher, que se sente insegura sobre o que o seu homem pensa, reúna aqueles seus amigos mais chegados e pergunte: quando vocês estão na cama, pensam na mulher que está ali ou numa capa de revista?

Vá sem medo e vocês irão se surpreender com as respostas, tanto que quando levantei essa enquete no meu local de trabalho o resultado foi o seguinte:

Homens que pensam em capa de revista ou outras mulheres: 5%
Homens que pensam nas mulheres que estão ali na sua frente: 80%
Homens que preferiram não responder: 15%

Coloque suas conclusões e resultados das enquetes nos comentários.

16 de out. de 2011

A conveniência do armário

Vamos começar a postagem de hoje com uma afirmação e uma discussão, ambas polêmicas: Sou gay, e nunca senti necessidade de me auto-afirmar pra minha família, em nenhum aspecto, seja sendo homossexual ou heterossexual. Vamos e convenhamos; quem chega em casa e diz “pai, mãe, sou heterossexual”? Pra mim, quanto a ser homossexual ou bissexual segue os mesmos critérios, é algo que não diz respeito a outras pessoas. Atenção, eu disse pra mim!

O que não quer dizer que isso sirva pra outros, cada um sabe a dor e as delícias de ser o que é, já disse Caetano Veloso na música “o dom de iludir”, e não pretendo entrar nesse território cinzento de sexualidade, pelo menos não hoje.

Costumamos dizer a torto e a direito que pessoas não assumidas estão “no armário”, mas o que isso significa realmente? Que as pessoas estão a caminho de Nárnia? Não, definitivamente não. Há algum tempo, dizia-se que as pessoas “dentro do armário” estavam “em cima do muro”, e as duas imagens são fortes, expressivas, e podem estar um tanto quanto incorretas.

Vejamos o panorama geral, tanto a expressão “estar no armário” e “estar em cima do muro” tratam de forma semelhante a indecisão, a falta de posicionamento diante de um determinado evento no mundo real. Em relação à política você é de esquerda ou direita? “–Ahn, tento não pensar nisso”, ora, isso não é estar no armário? Não é se abster de tomar um posicionamento?

A cada instante temos mais e mais abstenções. Pessoas que não votam, pessoas que desistem de ações mesmo a antes de tentarem; pessoas que se dão por satisfeitas com o conforto que encontram dentro do armário, afinal, é muito mais fácil e muito mais cômodo levar a vida na flauta do que encarar mundos e fundos de peito aberto.

Quem queremos ser na história de nossas vidas? Protagonistas ou figurantes? Protagonistas estão sempre sob os holofotes, recebendo críticas a todo instante, e nem sempre das mais amistosas ou agradáveis de receber. Por outro lado, Figurantes raramente são notados, passam a trama inteira ao fundo, em geral com uma roupa sem-graça e um cabelo sofrido. São em geral a amiga encalhada, o amigo gay pintosa, o machão rústico que é amigo do protagonista, ou invariavelmente aquele que morre um pouco antes do final. E que lembranças ficam? O que o figurante fez? Quais foram suas realizações? Passou a trama inteira na sombra de alguém, em cima do muro, dentro do armário...

Que o armário é confortável ninguém pode negar, mas permanecer muito tempo dentro dele, com as portas fechadas, porque cedo ou tarde começam a aparecer as traças, o mofo, o mau-cheiro. Mesmo os mais reservados precisam de espaço, precisam de sol, precisam descer do muro e encarar as calçadas e ruas, numa sucessão de dias que às vezes são melhores ou piores do que os anteriores. É a grande mágica da vida, a imprevisibilidade do futuro, e que graças ao potencial humano, vamos encarando.

E só pra terminar, um trecho conhecidíssimo de um texto que se aplica perfeitamente aqui, com meus votos de que possamos sair da conveniência de nossos armários e ganhar o mundo.

“Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada"

Eduardo Alves da Costa

11 de out. de 2011

Despedida

Se tivesse uma mesa entre os dois, sobre ela estaria uma caneca com um resto de café, esquecido ainda pela manhã, e um cinzeiro repleto de guimbas de cigarro mal apagadas. Marcas de garrafas de cervejas manchariam a madeira, mas não havia nada entre os dois, e ao mesmo tempo, havia tudo.

‎-Eu sempre te dei liberdade
-Mas eu queria que vc me cobrasse notícias do meu dia, que mostrasse que se importava
-Eu sempre mostrei que gostava de estar com você
-Mas nunca deixou que meus sonhos florescerem, por conta disso eu estou indo. Preciso de sonhos como você precisa de ar, preciso de doces ilusões pra se oporem aos meus dias cheios, preciso de fantasias com sabores ásperos e cheiros quentes, que sejam úmidas e completamente secas, preciso da eterna antítese de sonhar e estar acordada, e isso você não pode entender....
-Eu não estou entendendo o que você quer dizer...
-Tá vendo? É o principal motivo.
-Você disse que me amava
-E amei, não creio que ainda ame
-Você disse que seria pra sempre
-Eu acreditei que seria pra sempre, pelo visto estava enganada nisso também
-E como ficamos? Não quero te perder...
-Não se perde aquilo que não se tem
-Então foi tudo uma mentira?
-Foram mentiras e verdades, formando nossa realidade por um tempo.
-E de novo você fala difícil
-Porque eu nunca fui boa pra falar, sempre fui boa em sentir, e ficar quieta
-Mas eu sempre quis saber o que estava se passando com você.
-O que não quer dizer que você deveria saber, ou que seria capaz de entender o que se passa nessa minha cabeça
-Na minha cabeça também passam muitas coisas
-Eu nem por um minuto quero fingir que entendo, ou que quero entender. Eu estou partindo.
-Já fez as malas? Precisa de ajuda pra carregar?
-Vou deixá-las aqui, depois alguém virá buscar, levarei só o peso do meu coração e da minha alma; é pesado, mas eu agüento, me fiz forte. Não, não pense que eu estou dizendo que você é fraco; eu sabia exatamente como você era, e foi isso que fez com que eu ficasse com você. Só que agora não é mais suficiente pra mim.
-Não sei como você consegue ser tão fria, dizer isso tudo assim, como se não tivesse valor ou importância.
-Isso é novidade, porque em todo esse tempo juntos sempre coletei os títulos de emotiva, chorona, sofredora, musa de novela mexicana, é bom variar um pouco, é bom não deixar transparecer cada lágrima sangrenta de dentro do meu peito
-Como sempre, você mudando tudo o que eu digo a seu favor, como se você fosse a única ferida. Você está me deixando, porra!
-E você continua gritando comigo, como fez em cada discussão, eu simplesmente perdi a capacidade de me importar depois da sétima ou oitava vez que gritou comigo; decidi que não ia mais esperar você dormir depois de montar em mim pra me lavar e chorar em silêncio no banheiro.
-Sua puta!
-Puta não, ingênua, dediquei muito de mim a você, e agora vou me cuidar de mim. Desejo o melhor do mundo a você, e não me importa mais se você desejar o meu pior; a partir do momento que eu cruzar a soleira daquela porta, será um novo momento pra mim, o momento em que eu tomo as rédeas da minha vida e faço do mundo tudo aquilo que eu quiser que ele seja.


Silêncio por alguns minutos, e ela notou o desconforto dele com aquilo tudo, com uma situação nova com a qual ele não sabia lidar.


-Não precisa me acompanhar, eu sei o caminho, sempre soube, só nunca tive forças pra ir sozinha. Muito obrigado por tudo, desculpe por fazer você chorar.
-Não podemos nem mesmo ser amigos?
-Não
-Mas assim? Seco?
-Não podemos ser amigos porque nunca fomos amigos, e cada vez que você me olhasse, ia pensar que poderíamos voltar e ter alguma coisa, e cada vez que eu te olhasse eu ia lembrar cada um dos motivos que me trouxeram ao dia de hoje. Por isso não podemos ser amigos, por isso você segue seu rumo e eu sigo o meu, e se um dia nos encontrarmos de novo, você vai me olhar com ódio e ressentimento, e eu vou olhar pra você com uma vaga lembrança

E ela encheu o pulmão de ar e moveu os pequenos pés, um de cada vez, nas sapatilhas surradas em direção à porta. A maçaneta girou acompanhada por um gemido de dor das dobradiças. O mundo lá fora não era muito mais amplo do que um corredor e um lance de escada, que os pés dela percorreram devagar. Uma brisa leve vazava por debaixo da porta do condomínio e ela abriu um pequeno sorriso por estar do lado de fora. Estava um belo dia pra uma pizza.

7 de set. de 2011

Sobre Limites, Livros e Drogas

Dessa vez resolvi sair um pouco da levada político-social que os textos anteriores estavam assumindo. E resolvi dessa vez falar sobre a sétima arte, ou seja, Cinema.

Esse final de semana com o tempo frio e aconchegante que se instalou no Rio de Janeiro, resolvi assistir a um filme, porque acredito que vida é feitas de pequenas coisas. Melhor do que ficar de preguiça em casa vendo um filme, em minha opinião, é fazer uma brincadeira lúdica envolvendo dois corpos suados se entrelaçando e trocando fluidos corporais. Mas como não era o caso, fiquei de preguiça na cama vendo filme mesmo.

O filme escolhido foi o Sem Limites (Limitless) como Bradley Cooper (Se Beber Não Case, Esquadrão Classe A) e Robert de Niro, que se você não conhece não tenho idéia do que está fazendo nesse site, portanto vá embora.

O canastrão-pai e o aprendiz

O filme conta a historia de um escritor (Cooper) com problemas de bloqueio criativo (algo que acredito ser mais comum do que meleca em nariz de criança). A vida do nosso herói é uma verdadeira zona: divorciado, sem grana, acabou de levar um pé na bunda e a casa do cara parece um verdadeiro chiqueiro. E quando você começa a acreditar que a qualquer momento ele vai pegar uma arma e pintar as paredes com que restou da massa encefálica dele, é apresentado ao nosso protagonista uma droga milagrosa que fará com que ele use 100% do cérebro.

Ah.. se o meu cerebro fosse azul

O restante do filme está claro, não? As coisas ainda estão nubladas na sua mente sobre como se desenrola a historia? Então levante a sua bunda da cadeira e vá assistir.

O filme é denso e mostra claramente a evolução do personagem principal, de um perdedor a um merda completo para um cara tão seguro de si que faria você dar a sua filha numa bandeja de ouro por um conselho na bolsa de valores.

Tirando o fato de o filme reutilizar a velha frase de ‘com grandes poderes vem grandes responsabilidades’, a visão geral mostra que você pode fazer de tudo, desde uso de drogas ilícitas até golpes para alcançar o seu objetivo. Quem não faria isso? O problema é quando a pessoa a qual você passou a mão na bunda e mandou a foto da passada de mão para o Facebook, decide voltar para te encher de porrada. Ou seja, não seja pego.

Sem Limite é um drama que apesar de não ter imensas reviravoltas, acaba te conduzindo e quando você menos percebe simplesmente acabou.

No fim das contas, as pessoas verão esse filme como algo típico e exclusivo do mercado norte americano, com a sua crença de uma vida regada a festas, álcool e drogas. A vida que todo adolescente idiota quer.

Se você não é esse adolescente/jovem idiota, vai compreender que o filme não é uma ode a drogas e baladas; vai curtir muito e se divertir, sem grandes surpresas, enquanto que a grande massa vai olhar e entortar a boca.

Isso lá é vida?
Mas se for um adolescente/jovem babaca que curte adubar a vida ao máximo, uma dica: vai arranjar algo de inteligente para fazer e saia da frente desse computador, seu vagabundo!