
Caminho por uma estrada deserta, mas ao contrario do que poderia parecer não me encontro sozinho. Nunca estamos sozinhos.
A vida cisma em nos pregar peças; das mais diversas. Às vezes nos encontramos sozinhos mesmo em meio à multidão, onde uma lagrima poderia percorrer toda a extensão do nosso rosto borrando, manchando, destruindo nossa maquiagem, apenas para dizer o quão ignóbil a vida pode ser.
Em outros momentos estamos sorrindo em meio a um enterro apenas porque não sabemos o que fazer em meio à tamanha dor. E os olhos nos percorrem como se a morte amarelasse os nossos dentes e nublasse nosso discernimento. Fazendo que cruzemos o limiar entre os homens e os animais.
Mas nada disso faz realmente sentido, pois nada tem um sentido mais ambíguo do que a própria vida.
Um copo de água; de vinho; de vodka, tudo isso parece um sonho e me lembra do mel que eu busquei nos seus lábios; no seu corpo; na sua alma.
Andamos em círculos, sempre voltando até a estaca zero ou o principio do completo desconhecimento do nada que habita a nossa mente. Alguns chamam isso de loucura, outros de sabedoria enquanto eu apenas deixo que o mundo em sua visão nublada e deturpada das coisas molde o destino dos homens através de seus dedos tortuosos e nodosos.
Tudo se torce e contorce e se molda a nossa vontade. A minha vontade.
Texto próprio


