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26 de ago. de 2009

Cordas e Sexo


Curiosidade é uma das grandes e mais importantes engrenagens do Universo Humano.

Bonita frase, certo? E verdadeira.
Mas a máxima de que "curiosidade matou o gato" tem certa verdade também.

Pois bem, estava eu olhando os sites de cunho sexual apurado e acabei por encontrar um link para o site do Pink, The Kinky. Esse é um site que eu freqüentemente costumo visitar, até mesmo por conta das coisas que ele coloca.

E foi numa dessas andanças que eu encontrei a imagem usada para encabeçar esse texto.
Para as pessoas que não fazem idéia do que se trata o desenho, é nada mais, nada menos do que uma forma bonitinha de fazer um shibari.

[Pessoas olham para o Dr. Rom e dizem]:
"Beleza, Dr. Rom, você falou mais do que explicou."

Tudo bem irei explicar qual é da situação da forma mais simples o possível.

O Shibari é a forma pejorativa de referir-se ao Kinbaku que é a palavra japonesa para bondage¹.
Continua na mesma, né?

Bem essa pratica é um estilo japonês de amarração sexual ou BDSM² que tem variações diversas, como diferentes modos de amarração e de nós.

É obvio que qualquer pratica sexual tem que ser feito de forma segura. E principalmente no BDSM é necessário uma "ordem", por assim dizer.
Antes de qualquer pratica dentro desse universo, pesquise, pergunte, questione. Até mesmo porque o conceito principal do BDSM se baseia que as praticas devem ser sempre ter como premissa o SSC (São, Seguro, Consensual). Deve sempre existir um limite para prática e isso pode ser determinado com a utilização de uma SAFEWORD (palavra de segurança) para segurança de ambas as partes envolvidas.


Nota: No site do Pink, ele diz que encontrou essa imagem no Second Life, sendo assim estou apenas repassando o ultimo link onde vi a imagem em questão, ok?

¹ Bondage é um tipo especifico de fetiche/parafilia, geralmente relacionado com sadomasoquismo (SM) onde a principal fonte de prazer consiste em amarrar e/ou imobilizar seu parceiro. Pode ou não envolver a pratica de sexo com penetração.
² BDSM é a sigla para Bondage, Disciplina, Sadismo e Masoquismo.

12 de jul. de 2009

Conto - Vinho, Velas e Sedução


Chego a casa depois de um dia estafante e cansativo; e depois disso, nada melhor do que aquele gostoso banho gostoso e me aninhar nos braços dela; é esse o pensamento que tenho ao girar a chave da porta do pequeno, porem aconchegante apto.

Ao abrir a porta encontro o apto envolto em uma penumbra lúbrico munido pelo tremular de algumas velas espalhadas pela estante e pelo chão. A sala foi arrumada de forma a permitir que uma pesada, rústica e confortável, cadeira de madeira fosse posta exatamente no centro da mesma. Um odor doce e suave chega até o meu olfato, preenchendo o meu peito e me deixando envolto por tudo aquilo.

Uma doce mão toca o meu braço esquerdo, tomando a pasta que trazia em minha mão e jogando num canto qualquer da sala; sendo conduzido por essa doçura, me sento à cadeira. Vejo a minha mestra e cortesã frente a mim; sentando-se sobre o meu colo, inicia um delicioso e lascivo beijo, enquanto que passa suas pequenas e delicadas mãos sobre o meu peito arfante. Ergo minha mão buscando seu corpo e ao tocar-lhe o dorso, o beijo cessa e sinto a face esquerda arde com uma vertiginosa tapa contra a mesma.

- Quieto.

Observando aqueles olhos castanhos contemplando o intimo de minha alma enquanto que o seu nefasto, e sarcástico sorriso iluminam-lhe a face, faz com que o meu sexo comece a pulsar de forma a alcançar as batidas do meu coração.

Minha dominadora levanta-se, ainda exibindo seu sorriso de satisfação, pois nota que a tapa desferida cumpriu com o seu objetivo, minando minha resistência.

- Não se mova, escutou bem?

O ímpeto de responder foi rapidamente subjugado pelo brilho em seus olhos. Ela rodeia-me com a satisfação de uma predadora que sabe que sua caça já não pode mais fugir do destino que lhe aguarda.

Ela por detrás da cadeira toma os meus pulsos em suas pequenas, porem tenazes, mãos e com algo que acredito ser cetim ou linho amarra-me de forma que sinto o sangue de meus braços ficarem retido.

Finalmente consigo me controlar e observar atentamente a minha predadora. Ela se posta a minha frente e está vestida com um terninho de caimento fino; a saia tem o caimento e é justo nas proporções corretas, exibindo o necessário para fazer a mente vacilar e pensar as mais terríveis obscenidades; sua blusa de linho fino havia sido deixada com alguns botões abertos de forma a exibir apenas o leve contorno de seus seios de uma forma bastante lúdica; suas firmes e torneadas pernas encontravam-se envoltas por uma meia-calça fina, de tonalidade levemente escura até o bonito e elegante sapato de salto alto.

Observar todo esse complexo contexto faz com que o meu sexo fique cada vez mais irrequieto e ela nota isso.

Ela deixa-me por alguns instantes sozinho, amarrado, humilhado. Ao retornar, exibe um tenebroso sorriso que aumenta a sua forma ao perceber a minha feição de terror ao notar o que possui em suas mãos. Ela retorna munida da minha navalha e tocando em meus lábios com seus dedos diz que “se ficar imóvel não irei sair machucado”. Com essa premissa, começa a cortar a blusa que estou a começar pelo pescoço e descendo até o cinto. Um pequeno filete de suor começa a brotar da minha testa e é acompanhado pelo sorriso dela.

Ela pega uma garrafa de vinho, emborca o seu liquido contra a rolha e retirando-a da garrafa, passa a mesma sobre o meu peito, deixando fluir seu néctar sobre o meu corpo, recolhendo rapidamente com sua língua quente e de tom aveludado. Ela repete o processo, passando a rolha umedecida sobre o meu pescoço e retirando da mesma forma, e cada vez mais eu sinto o pulsar do meu sexo.

Ela busca a navalha novamente e começa a cortar o meu cinto de forma firme e decidida; um olhar tenebroso passa ante sua face e vejo o brilho da navalha desaparecer ao começar a cortar a minha barra da minha calça.

- Até onde você vai, hein?

Uma poderosa tapa é desferida contra a minha face novamente, tão forte que faz com que o meu lábio inferior sangre. Com um sorriso aos lábios, minha dominadora beija-me lascivamente.

- Eu mandei você ficar quieto. Se quiser ficar inteiro é melhor ficar quietinho e obedecer.

Voltando onde havia parado, ela concentra-se no corte da minha roupa de baixo que por ser feita de seda, rompe ao fio da navalha com facilidade deixando a mostra o meu sexo, rijo e pulsante de exasperação e excitação. Ela arremessa a navalha ao lado da cadeira, fincando-o a tabua corrida a qual era forrado o chão de toda a extensão da sala.

E por fim observo e analiso a minha situação; aqui estou, amarrado, humilhado e subjugado pela minha linda dominatrix. Ela busca a garrafa de vinho mais uma vez, retornando ao bizarro ritual, passando dessa vez o néctar sobre a glande do meu sexo, abocanhando-o de forma voraz, que faz com que eu emita um gemido sonoro de prazer, enquanto que o meu corpo começa a arquear-se sozinho devido a eletricidade de prazer que me percorre.

Ela continua a acariciar-me com sua boca quente, úmida e lasciva, sentindo cada pulso, cada vibração, cada movimento do meu corpo. Com uma das suas mãos massageia o interstício entre a base do meu sexo e o meu ânus, fazendo com que uma nova corrente de eletricidade percorra o meu corpo, arqueando-me e me fazendo gemer.

Sinto minha cabeça começando a girar cada vez mais rápido e forte; o gozo aproxima-se de forma eminente e voraz, tal como um grande felino a sua presa e ela nota isso pela contração dos meus músculos; tomando-me com muito mais vontade e desejo.

Em um gemido sôfrego de entrega, acabo por gozar em sua boca, deixando-me cair arfante e ofegante sobre a cadeira a qual se encontrava salpicada com o meu suor. Sinto o meu coração lutando contra a prisão do meu peito, enquanto os últimos impulsos gerados pelo meu gozo.

Ela ergue-se e tomando a navalha, corta as amarras que prendem os meus pulsos, que se encontram doloridos e dormentes; e caminhando em direção ao quarto demora-se, apenas alguns segundos, retornando completamente despida de seus trajes e ao parar sobre a soleira da porta, sorriso amavelmente.

- Agora sim, boa noite amor da minha vida! Espero que essa preliminar não tenha sido demais para você.

Aquelas palavras me dão um novo ânimo e levantando-me vou ao seu encontro, deixando minhas roupas rasgadas sobre a cadeira sob a luz tremulante e mordaz das velas e o odor doce e delicado do incenso de mirra.

11 de jul. de 2009

Prazer, Sexo e Parafilias

"O macaco que olha o rabo do outro, não olha o proprio rabo".
Nossa, nada mais velho do que esse famosíssimo ditado popular brasileiro, certo? Mas e quando a citação alcança um patamar verdadeiro?

Eu estava fuçando a internet e acabei entrando no Wikipedia e como grande curioso que sou comecei a procurar sobre assuntos que me interessavam. Como de costume, sempre que começo a fazer essas pesquisas, esqueço mais da metade das coisas que estava procurando, mas o que eu consigo encontrar me traz mais prazer do que o esperado.

E foi sobre isso que fui procurar: prazer.

Como assim, Rom? Foi no Wikipedia procurar prazer? Por que não entrou em um site de conteudo adulto para isso?

Não é esse tipo de prazer que voces estão pensando. [risos]

E foi nessa que entrei no wiki Parafilias. Claro que deixando claro que como o Wikipedia é uma enciclopedia livre e onde todos entram e metem o que querem [entenda como quiser], nem tudo que vemos no wiki pode ser tido com grande relevancia. Mas é um bom começo para qualquer pesquisa.

Primeira coisa que vejo no wiki de parafilias é "uma parafilia é um padrão de comportamento sexual no qual a fonte predominante de prazer não se encontra na cópula, mas em alguma outra atividade". Confesso que vi isso e fiquei admirado com a eloqüencia como isso foi escrito, porque de certa forma descreveu em simples palavras o que muita gente tenta em livros e mais livros.

Na imensa gama de parafilias [e bota gama nisso] citadas no wiki, encontramos das mais variadas. Desde parafilias por estátuas (Agalmatofilia) até uma bastante conhecida (não por pratica espero) como a parafilia por animais (Zoofilia).

Mas é óbvio que vemos/lemos muito besteira no meio disso tudo. Como, por exemplo, uma "nota" deixada no link de Alvenofilia, onde o orador informa que "pesquisa também revelou que 97% das praticantes da Alvenofilia são também adeptas do fisting ( introdução de uma ou duas mãos no anûs ) e do alargamento anal", o que eu acho uma tremenda bobeira, já que não necessariamente uma pessoa que curta uma forma de parafilia vai curtir outra.

Porem acredito que de todas as parafilias que motivam o meu lado sexual [tirando o BDSM] acho o que mais me conceder prazer é a Podolotria, que nada mais é que a afeição por pés. Tudo bem que o sentido de podolatria é bem mais amplo do que o meu sentido pessoal.

Eu tenho uma fascinação por belos pés que me deixa aturdido.

E para finalizar, vou fazer uso de uma frase dita pela B. do AVS: fetiche estranho sempre é o fetiche do outro. E acho que não devemos nunca ficar julgando as pessoas pelo que gostam ou deixem de gostar.

E por isso que eu digo: viva e deixe viver.

E não esqueça que independente do tipo de parafilia, da forma como será concebida o ato sexual, prevenção é tudo. USEM SEMPRE CAMISINHA!

11 de jun. de 2009

Antes de mais nada, as preliminares


"O casal entra no quarto de motel e sem pensar duas vezes jogam os calçados num dos cantos e caiem na cama espaçosa que se encontrava ali.

Ele rapidamente começa a beijá-la e acariciar seu belo corpo, percorrendo cada cantinho daquela bela mulher com seus dedos e sua alma. Um momento completamente sinestésico, com contato etéreo e corpóreo.

Chega ao ponto mais sensível do corpo dela, a pequena área localizada entre os seus seios e ali começara a se deliciar com a carne morena e gostosa daquela a qual adorava chamar de “sua mulher” e ela a cada beijo, cada passada de barba recém-aparada, a cada caminhada delicada do dedo do seu amante, era uma experiência e um arfado diferente."

Preliminares. Alguns homens escutam isso e pensam “nossa, lá vou eu ficar maior tempo sem poder brincar realmente”.

Isso é apenas uma brincadeira, mas a verdade é que as preliminares alguma das vezes é considerado o terror dos homens. Alguns não sabem o quanto podem ir ou temem, enquanto que outros simplesmente não sabem como começar.

Mas da mesma forma que alguns homens vêem com maus olhos o fato de ter que construir aquele clima [tesão para os mais íntimos], algumas mulheres não curtem muito a situação.

O que? Você está louco?

Não, não estou. Realmente acontece de algumas mulheres não curtirem preliminares, dizendo que perdem o tesão.

Algumas pessoas vão querer me martirizar por isso, mas eu acho que cada um sente prazer da forma que mais lhe convém. Seja com praticas BDSM, seja com impropérios [palavrão mesmo] ou até mesmo no ato mais baunilha¹.

Mas a verdade é que assim como o Admin. Secreto, do A Vida Secreta, disse em um dos Podsecrets, “da mesma forma que no mundo inteiro não existe pessoas com a mesma íris, existem pessoas que sentem prazer de forma diferentes.

Mas independente da forma, do momento, do jeito e da pegada, devemos sempre lembrar que uma relação é feita por duas pessoas e de tal forma devemos respeitar e nos esforçar para entender como a outra pessoa pensa e sente prazer.

E você? Gosta mais como? Com ou sem preliminares?

¹Baunilha – termo usado para indicar sexo convencional. Pessoas que não estão envolvidas em BDSM