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16 de ago. de 2009

Sexo e Amizade combinam?


Sábado à noite e nada para fazer. Você parte para frente do PC e a Internet começa a rolar solta.
Orkut, Facebook, MSN, ICQ e você está conectado a um mundo sem fronteiras.

Não, isso não é um comercial da TIM.

Você, sentado em frente ao PC e eis que surge aquele pop-up do MSN no lado direito da tela. Eis que observa que é aquela amiga pela qual sempre tivera uma queda; quase que um abismo.
E o papo começa e você trava. Tenta parecer tão interessante quanto gostaria de mostrar a ela e falha miseravelmente.

Você fica com vontade de se jogar pela janela mais próxima; se esconder debaixo da primeira pedra ou até mesmo fazer um excursão para alguma praia deserta longe de qualquer forma de tecnologia ou alma vivente.

O que fazer para reverter à situação? Se chegar a esse ponto, melhor realmente sumir.
Mas se você está a fim de pegar aquela amiga sua, posso dar umas dicas.

Mas quero deixar claro que nem sempre isso vai funcionar, até porque isso é como fazer bolo: eu mostro como faço e cada um segue a receita que quiser.

- Conhecendo o terreno;
Existe forma mais eficaz de descobrir que se passa pela mente daquela gata, do que aproximar-se como amigo? Ainda mais se for aquele amigo intimo. Assim você descobre os gostos dela e pode usar isso para chegar mais perto.
Mas não se torne o que ela quer apenas para impressionar. Uma mentira dessa tende a ir por água abaixo mais cedo ou mais tarde. Seja verdadeiro e autentico.

- Em cima do muro;
Em um jogo de pôquer tem que saber blefar para se dar bem. Numa conquista dessas também. Se você se posicionar como o amigo sempre presente, vai acabar como amigo e nada mais. Deixe sempre aquela vontade de "encontrar novamente".
Faça-aela sentir a sua falta e você pode se tornar uma pessoa bem mais atraente aos olhos dela.

- Deixando uma trilha de migalhas;
Toda mulher gosta de ser bajulada e elogiada. E mais que isso, toda mulher gosta de se sentir desejada. Deixe-aela saber que pode ser uma conquista em potencial dando dicas levemente sutis, como por exemplo, dizendo o que você gosta em mulheres e se quer provocá-la, diga no ultimo instante que ela é carta fora do baralho. Se ela for sã o suficiente, vai querer que você a deseje.

- Mudando os ares;
O nosso corpo é cheio de sinalizações. Uma delas é o tamanho de nossas pupilas, que quando desejamos alguém se dilatam. Se quiser provocar essa reação para deixar nítido as suas intenções, diminua a quantidade de luzes.
Uma dica extra: pense em como poderia levá-la para a cama, isso fará com que o nível de testosterona aumente liberando feromonios, que ela vai notar no ar.

- Modificando a postura;
Nada melhor do que uma pequena mudança de postura e atitude para deixar bem explicito que você está interessado nela. Se evitava tocá-la com medo de se entregar, chegou à hora de mostrar-se sem medo. Mantenha sempre contato visual. Vai se aproximando, brincando de provocar e conquistar. Mas sempre deixando claro que são amigos.

Claro que isso não é regra, mas quem sabe não consegue alguma coisa com isso que eu escrevi?

Tente e se não der certo, não desista.

7 de jun. de 2009

Minha vida é um eterno episodio de seriado


Hoje vou mudar um pouco o contexto, não vou falar sobre sexo. Até porque não é sempre que tenho a oportunidade de comentar sobre o que vou transcrever.

Chegou até as minhas mãos, o box da 1ª temporada de Friends [começa a tocar a musica tema].

Sempre existe uma galera que não tem a minima ideia do que estamos falando, mas para essas pessoas deixo apenas um conselho: assistam a Friends.

Há algum tempo eu estava pensando em escrever algo sobre isso e meio que por conta de um estalo, me veio a ideia de escrever sobre como a minha vida é um episódio de Friends.

Isso surgiu quando eu comecei a notar que sempre me encontro com alguns amigos (2 amigos e 3 mulheres) num mesmo local TODAS AS NOITES!!

Podem achar que é forçar a barra, mas sim, todas as noites encontro com esses 5 amigos num mesmo lugar e falamos sobre amores, trabalho, bobeiras e sexo.

Algo de familiar?

Algumas pessoas podem dizer que parece mais como Beverly Hills 90210 ou como O.C., mas eu prefiro Friends, até por conta das tiradas usadas e pelas referencias usadas por meus amigos e eu.
Que assim como em Friends, são baseadas no cotidiano de cada um de nós.

E você? Sua vida é como um grande episodio de que seriado?

17 de mar. de 2009

Guerra dos Sexos & Livros


"Vejo um bonito casal, sentado a mesa de um gostoso e aconchegante gourmet.
Eles se olham, sorriem e desviam o olhar. Uma sensação unica toma conta do local."

Isso poderia muito bem ser a descrição de um casal apaixonado bebericando algo em frente a um gourmet. Mas e se eu disse que isso é a descrição de um casal de amigos?

Hoje em pleno seculo 21, ainda existem pessoas que não conseguem se acostumar com a possibilidade de que um homem e uma mulher possam ser amigos sem, quase nenhuma, segundas intenções.

Mas com a notoria expansão da Internet, a possibilidade disso acontecer é mais facil. Com o inovador, mas já quase balzaca, Orkut, a possibilidade aumenta quase que exponencialmente. Eu mesmo no meu orkut tenho mais amigas do que amigos.

Mas pode realmente existir amizade entre homens e mulheres?

Essa é uma pergunta que eu deixo a vocês, leitores.



Minha dica de livro para a semana é em homenagem a Atrê, do Conversa Atrevida.
Ela havia perguntado se eu poderia indicar algum livro do Harry Potter.

Bem, como disse a ela, eu não sou fã da J.K. Rowling. Não mesmo, apesar de ter lido todos os livros dela, pelo menos da serie de historia de Harry Potter.Eu havia dito que explicaria sobre isso e vou fazer. Quarta-feira estará online aqui a explanação do porque de eu não gostar tanto dos livros dela.

Mas a minha indicação de livros para essa semana é um dos livros da serie de historias do bruxinho que mais me deixou entretido: Harry Potter e o Enigma do Principe (no original Harry Potter and the Half-Blood Prince).

A trama é bem amarrada e garante facilmente uma leitura divertida e tensa.

17 de fev. de 2009

Baile de Mascaras na vida real.


Muitos de vocês já devem ter visto que eu tenho um ponto de vista um tanto deturpada sobre a condição humana.


Um professor da faculdade disse, em um dado momento, que eu tenho uma visão lógica sobre as atitudes das pessoas e que eu costumo analisar as mesmas.
Não posso dizer que ele estava de todo errado, ate porque ele não estava errado. Eu costumo analisar as pessoas. Não da forma como muitas pessoas costumam imaginar. Eu observo a freqüência com a qual a pessoa realiza uma determinada tarefa; como ela age mediante a um determinado estimulo externo ou até mesmo como ela age quando excitada.


Já fui em varias festas apenas com o intuito de ficar observando as pessoas ao meu redor. Um tipo de voyeurismo, eu acredito. Não no sentido de que isso me excitava (talvez até excitava), mas porque eu me considero um observador da natureza humana, se pode dizer.


Estava conversando com a Atre (do ‘Conversa Atrevida’) e uma coisa que ela mencionou me chamou a atenção.


Se eu estiver desvirtuando algo que a Atre tenha dito, peço que ela me corrija.


Estávamos falando sobre nossos blogs e sobre os comentários que recebemos. E vimos que algumas pessoas se chegam até nós com uma curiosidade perene, buscando sempre algo de melhor para as suas vidas, seja uma palavra de conforto, seja um palavra de carinho, seja a explanação de um tema curioso, seja sexo ou seja apenas porque se sentem sozinhas e querem companhia.
Mas percebemos uma vertente que, mesmo querendo companhia, possui um medo de doar-se e envolver-se, mesmo que seja virtualmente.


Algumas pessoas se aproveitam do universo virtual, através de blogs, orkut, profiles, para esconder (ou simplesmente revelar) uma faceta que não tem coragem de mostrar no dia a dia.
Como uma vez eu mencionei (não sei se aqui ou com alguem que conversava), mas eu sempre imagino que tipo de nickname aquela menina da contabilidade usa na internet.
Sabe aquele estereotipo de menina indefesa, quietinha, nerd? Pois bem, essa mesma pessoa pode ser uma completa devassa na cama, daquelas que batem na cara, xingam e fazem de tudo e mais um pouco quando está enlouquecida de tesão.


Eu realmente não sei o porquê das pessoas ainda terem medo de mostrarem sua verdadeira faceta (ou o seu Lado B); será que hoje, mesmo em meio a tantas revoluções culturais e cientificas, continuando a manter a mesma mentalidade dos nossos avós? Será que os tabus impostos pela sociedade ainda têm mais validade e força que a nossa vontade de fazer a diferença e sermos nós mesmos?
Não concordo e não aceito.


Não estou querendo dizer que devemos deixar de lado a razão e destruir tudo. Mas não consigo conceber pessoas que conseguem manter a ‘mascara que cobre seu rosto’ a todo o custo, sacrificando sua individualidade e sensualidade/sexualidade.


Por que não compreendem que no momento em que faz um comentário, deixa um scrap ou mantém algum tipo de contato, você acaba de baixar a guarda e se tornou um pouco mais próximo e intimo da pessoa a qual o blog você acaba de comentar? Não somos bichos-papão, somos apenas pessoas comuns que decidiram abrir a porta de nossas vidas para que outras pessoas pudessem aprender com as nossas experiências e nós, consequentemente, aprender com as suas experiências.


Baixe a guarda.

13 de jan. de 2009

Para Ler e Meditar


Algum tempo distante e nesse curto período de tempo, tive a oportunidade de ver coisas das mais inusitadas. E uma das coisas que eu observei, nos meus momentos inércia junto a um banco e com um bloco de papel em mãos pronto a escrever algo.


Fiquei uns 15 minutos observando o caminhar claudicante de um senhor. E foi quando ele sentou ao meu lado e começamos a conversar. Ele me contava sobre um tempo em que tudo era diferente.
Os rios não eram tão poluídos, os céus pareciam ser mais azuis, havia respeito para com os mais velhos.


Ele me falou de um tempo em que a Lapa era o Centro Intelectual do Rio de Janeiro. Com seus boêmios, seus malandros e suas mulheres.


Nem preciso dizer que fiquei com os olhos brilhando.


Mas depois de um tempo, ele se levantou e claudicando como viera, se foi.


No outro dia, estava eu sentando ao mesmo banco, na mesma praça, no mesmo horário e o meu companheiro do dia anterior, mais uma vez veio com a sua marcha claudicante e sentou-se ao meu lado.
Em mais uma tarde começamos a conversar (na verdade eu escutava mais do que falava, sentia prazer em ouvir o meu companheiro de praça falar sobre o passado) até que ele se cansava (até mesmo por conta da idade) e caminhava para casa.


Permanecemos naquela cumplicidade por semanas, mesmo sem um saber o nome do outro; acho que não havia necessidade para tal.


Num dia, por volta do fim de dezembro, me atrasei e quando cheguei à praça, meu velho amigo já se encontrava a minha espera.


Nesse dia havia me atrasado para compensar meu amigo e ajuda-lo. Havia comprado uma bengala para ele. Não um pedaço de madeira esculpida de forma desleixada e sim um belo pedaço de pinho, trabalhado a mão por um habilidoso escultor (por assim dizer), com a cabeça de um leão no local da empunhadura.


Em agradecimento ao presente, ele me disse seu nome, sr. Homero. Dizendo o meu nome completo, ele me disse a origem do meu nome e as possibilidades da minha arvore genealógica. Quando lhe questionei como poderia saber daquilo tudo, ele me explicou que tinha sido historiador, mas como o tempo é a única máquina que nunca enferruja o tempo dele havia passado e ele estava agora curtindo o resto da sua vida.


O restante do mês de dezembro foi munido de jogos de xadrez e minutos de aprendizado com o sr. Homero. E próximo ao natal, surgiu um convite de ir até a sua casa para um chá. Chegando em frente a casa, tive que desviar-me do destino por motivos pessoais e
E no inicio do ano seguinte, retornei a praça, mas o meu caro amigo não estava lá. Fui a casa dele para saber como estava, pois às vezes poderia estar doente ou precisando de ajuda.


Ao chegar a casa dele, encontrei-me com a filha dele, que me informou que o sr. Homero havia falecido na noite de virada de ano, deixando uma carta.


Eis a carta de um homem a qual aprendi a respeitar e invejar pela complacência de desfrutar os anos de ouro da sua vida e partilhar com um jovem que mal saíra do casulo que é a pré-maturidade.


"Ao que outrora fora Rei e hoje é Príncipe de sua vida e seu destino, meu caro amigo Romulo.


A vida, como pode ver em nossas conversas, me foi de extremo zelo e carinho, por mais que eu tivesse sido condescendente com a mesma. Vivi os meus dias como quem goza pela primeira vez, em meio ao calor do corpo de uma bela mulher.

Desfrutei de todos os prazeres possíveis que um homem poderia desejar. Dancei ao som de musicas que não entendia, dancei apenas por dançar, gritei aos quatro ventos a minha dor e a felicidade que enchia o meu peito.

Mas acho que a maior dor que eu poderia ter sentido foi ver todos os meus amigos se afastando, por conta dos afazeres; em dados momentos, esquecia-me de falar aos meus pais, filhos, esposa o quanto eles eram e são importantes para mim.

Vi, jovens movimentando o país, enquanto os adultos ficavam de braços cruzados; vi jovens surgirem na mídia e a mesma mídia divulgar a morte trágica dos mesmos.

Viva com intensidade cada momento, porque você vai descobri da forma mais dolorosa que nada que deixamos para depois, poderemos recuperar.
Namore na chuva; beije com a eterna paixão de um momento de solidão. Divida sua vida com alguém, para que você possa ter a quem voltar ao fim de um dia de trabalho.

Por mais que vida seja intensa e, na maioria das vezes, frenética, lembre-se que sempre temos a quem recorrer. Nunca vire as costas para aquele que busca a sua ajuda.

Passei os últimos dez anos da minha vida, indo até a praça a qual confabulamos por horas a fio, com o intuito de esperar com que algo de bom acontecesse. E incrivelmente só veio a acontecer às vésperas do transcender de um espírito para o nascimento de outro. Fora um ótimo ouvinte e acredito que sempre haverá um pouco de mim em você, pois todas as pessoas a qual temos contato na nossa rápida passagem pela terra são como perolas, cada uma delas tem sua peculiaridade assim como um brilho puro e único.

Mas uma coisa é certa. De todos esses anos, o que mais me deu prazer foram as amizades conquistadas, assim como ter como amigo um jovem que tem tudo para não dar atenção a um velho em final de carreira; mas ao contrario da expectativa, fora um ótimo amigo e ouvinte. Encontraremos-nos numa outra era para uma partida de xadrez.

Viva intensamente, pois a eterna maquina do tempo nunca precisa de reparo e trabalha com a pontualidade de um relógio inglês e a urgência de um mensageiro húngaro.

Homero R. C. Costa.
"

Sem mais por hoje.

19 de nov. de 2008

Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde

..

É assim que vejo a vida e quero continuar vivendo.

Mas a verdade é que com o passar do tempo, vamos criando uma casca que nos impede de sermos crianças.
Não no sentido de sermos imaturos, mas no sentido de curtirmos as coisas boas da vida, sem a preocupação com o amanhã.

Ao termino dessa leitura, pare e reflita.

Quando foi a ultima vez que você se reuniu aos seus amigos de verdade, aqueles que se preocupam em ligar quando você “some” por muito tempo; aquele que lembra do seu aniversario, mesmo quando você não lembra o dele; aquele que te ligou as tantas da madrugada para chorar a mágoa de um relacionamento recém-acabado?
Se você não consegue se lembrar, pense que você pode estar perdendo um tempo precioso de estar com alguém que realmente te ama de forma simples e despreocupada.

Amigos são integrantes de uma família que você escolheu ter.


Rom lembra de alguns amigos que há tempos não vê.

..

Um grande abraço para toda a lista de divulgação do meu blog.
E um grande abraço a todos aqueles que passarem por aqui. Vocês são importantes para mim.