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2 de mai. de 2009

O Som da Luxuria


Voces devem se lembrar do post O Musical das nossas vidas do dia 28 de abril, onde eu falava sobre a tendencia de sempre estar conectado com a musica em nossas vidas.

Confesso que aquele post foi feito para mim tambem. Ainda mais que eu sou um musico (por maioria de votos) e sempre gostei de musica desde os meus sei-lá-quantos-anos. Desde que me lembro, escuto musica.

Meu pai é um grande professor nessa área e devo a ele o meu gosto por musica. Mesmo que hoje, nossos gostos por musica sejam muito diferentes, ainda assim encontramos alguma compatibilidade nessa nuance.

Mas uma coisa me passou hoje pela mente e decidi compartilhar o meu momento de insanidade epifania com todos que aqui passam. Me dei conta de que como as pessoas que adoram musicas, temos aquela musica que nos excita ou inebria ou nos faz viajar em um momento de luxuria completamente em silencio.

E mediante a isso, gostaria que cada um de voces me dissessem qual é a musica ideal para aquele momento de luxuria.

Nota: para mim nada supere Because of You do Ne-Yo

22 de mar. de 2009

Um Rio de Janeiro diferente.


Cidade maravilhosa, Cidade Linda. Esses são uns dos poucos elogios que essa bela cidade recebe, seja de seus moradores, seja dos seus visitantes e turistas.

Mas algumas coisas estão sempre em oculto as pessoas que não singram a cidade no seu momento mais singelo: a noite carioca.

Não estou falando das noites vividas em bailes, boates e festas. Essa vida é muito inerte para o que eu estou tentando mostrar.

Ao caminhar pela Av. Mem de Sá, que vai desde a Lapa, famoso bairro boêmio, até a Praça XI, vemos todo o tipo de pessoas que habitam a noite carioca.

Boêmios de diversas idades. Ainda existem aqueles a qual perdura os saudosos Anos Dourados da Lapa, época de Madame Satã e de suas meninas; homens com belíssimos Chapéus Panamás, com belíssimos cravos à lapela; os “malandros” da cidade, com seu caminhar que sempre se assemelha com uma bela dança.

Aqueles que se encantam hoje com as historias de uma Lapa com suas belas mulatas dançando ao som de um belíssimo samba de raiz, MPB, dentre outras musicas brasileiras; aqueles que decidiram preservar a memória de um local que exala sexualidade e liberdade de expressão.

Mas nem só de boêmios é composta a gigante malha que liga as correntes dos destinos dos freqüentadores de um dos bairros que é considerado o “ponto G” da elite boemia.

Ao caminharmos pelas suas ruas e becos, nos deparamos com um Rio de Janeiro que poucos realmente conhecem. Um Rio de Janeiro de garotos e garotas de programa, cafetões e distribuidores/compradores de materiais alucinógenos (em sua maioria, ilícitas). Um mundo dentro de outro que às vezes fazemos questão de desviar os olhares. É mais fácil fingir que não vemos do que nos importar, não é?

Mas grandes são os momentos em que não nos damos conta do porque de algumas pessoas envolverem-se em vidas que consideramos impróprias. Mas o que pode ser realmente considerado como certo ou errado? Vivemos uma sociedade hipócrita que gosta de luxurias e mesmo assim condena pessoas que necessitam disso para viver.

Cada um com o seu cada um.