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02/02/2010

E Hamlet diria: “Trair ou não trair, eis a questão”.


Espero que o espírito do [magnífico] escritor William Shakespeare me perdoe pela piadinha envolvendo um dos seus mais famosos livros, a qual o príncipe da Dinamarca, Hamlet, faz a declamação mais famosa do mundo “Ser ou não ser, eis a questão”.

A minha leve alteração é para colocar em pauta uma das duvidas mais absurdas dos homens e das mulheres, também.

Qual mulher que nunca se viu em uma situação em que não sabia se traia ou estava sendo traída pelo seu companheiro? E qual homem que nunca esteve na mesma posição?

A verdade, por mais dolorosa que seja, é que tanto homens quanto as mulheres tem em seus gens a predisposição de terem o maior numero possível de parceiros sexuais. Não estou fazendo valer a máxima que “homem que é homem tem que ter varias mulheres para medir sua potencia sexual”.

Se formos ver em nossos antepassados (lá nas cavernas), poderemos ver que em decorrência da escassez de parceiros sexuais (tanto da parte dos homens quanto das mulheres) a tendência era que o “macho” copulasse com o maior numero de “fêmeas” e vice-versa. Até porque a ordem natural ditada pelo cérebro era procriar.

Se formos pesquisar ao derredor do mundo veremos que a monogamia é o caso raro, sendo executada em 43 das 238 sociedades; é um numero realmente pequeno, não acham?

A traição é um elefante que é colocado nas costas das pessoas da nossa sociedade, mas aprendemos a lidar com isso de tal forma que a dor da descoberta ficou menor desde que saibamos pela pessoa que está ao nosso lado.

Porem independente disso tudo nos tornou tão dependentes de uma relação estável que não sabemos como fugir da possibilidade (mesmo que fictícia) de sermos traídos e em dados momentos tende a destruir o mesmo relacionamento mesmo sem ter ocorrido a traição.

Mas o que constitui uma legitima traição? Um olhar, um toque, uma fala? A verdade é que não existem modos de medir quando começa uma traição, mas nem por isso quer dizer que seja o fim do mundo.

27/01/2010

Dr. Rom fala sobre Virgindade


Sigmund Freud

No embalo da pergunta anterior. Tenho 27 anos e sou virgem. Já tive relacionamentos anteriores com garotas, mas sempre fizeram jogo duro. Já deixo de antemão a informação de que não sou gay e nem tenho vocação pra isso. Sou um looser total?

Olha, de forma clara e honesta, não existe idade certa para se perder a virgindade.
Eu poderia enumerar centenas de casos em que a pessoa perdeu a virgindade depois de uma idade consideravel.

A verdade é que a sociedade em que vivemos hoje em dia montou uma cartilha sobre "Homem e a Virgindade", tornando a vida de certos homens um verdadeiro inferno, porque muitos pais ainda têm o pensamento que se o filho não perder a virgindade logo nas primeiras decadas de vida, existe algo de errado e o referido filho pode ser homossexual. O que não é nem perto da verdade.

A questão da virgindade não necessariamente envolve uma epoca ou idade para faze-lo, porque se fosse assim muito homens acabariam por perder a virgindade em prostibulos apenas para se livrarem do estigma que é ser taxado de virgem.

Quanto ao seu caso, não vejo como uma forma de ser "looser". O meio social a qual vivemos todos os dias de nossas vidas vai determinar a possibilidade de um relacionamento sexual favoravel, até porque se vivermos num colegio interno só para rapazes a possibilidade de ter uma relação sexual reduz consideravelmente.

Quanto as ex's que faziam jogo duro é uma questão de avançar o sinal no momento certo, entende?
Existem coisa que os homens podem fazer para melhorar a aceitação da parceira com relação ao sexo. Um homem disposto a ser carinhoso, compreensivel, asseado, cortês; essas coisas demonstram que o homem é capaz de se preocupar com a companheira mais do que com o penis que carrega no meio das pernas e isso, às vezes, faz toda a diferença.

Saiba conquista a mulher e se fazer conquistar por ela. Mas entenda, não estou dizendo que isso é uma cartilha para levar a mulher para a cama. Não fique agindo como se ela fosse apenas um objeto sexual, faça-a se sentir querida e segura ao seu lado e ela vai (em um dado momento) te recompensar pelo que está fazendo.

Abraços e sempre as ordens.

26/01/2010

Dr. Rom responde: Estou afim de um homem casado! O que aconselha?



Eles se encontram numa esquina e "bum"; amor a primeira vista. É engraçado como as coisas hoje em dia são menos "bonitinhas" do que os nossos pais/avós dizem que era no passado; um passado em que existia todo um ritual para namorar/noivar/casar.

Vivemos um período da sociedade pós-modernista em que as pessoas deixam de lado o sentimento de estar fazendo algo errado, para vivenciar um desejo ardente, mesmo que seja momento.
Nossos pais/avós falam muito de repressão (seja por parte do Governo ou pelos antecessores deles) e com isso formulamos que o momento é de nos livrarmos das amarras e tabus da sociedade.

Mas com essa situação pungente acabamos por perder algumas pitadas de noção sobre o certo e errado!
Não estou dizendo que apaixonar-se é errado; longe de mim, que sou um romantico incuravel, dizer uma coisa dessas. Mas algumas coisas acontecem na nossa vida apenas como forma de aprendizado e não devem ser arriscadas com a possibilidade de sair machucado de um relacionamento que desde o inicio está fadado ao fracasso.

Não existe nada mais gostoso de sentir-se apaixonado, mas e quando esse sentimento é tomado por insegurança, ausencia, falta?
Um relacionamento com alguem comprometido sempre é um problema e na maioria das vezes o problema recai no colo da pessoa que "interferiu" a harmonia do casal.

Me foi pedido um conselho de como agir na situação de estar apaixonado(a) por uma pessoa casada. Minha resposta e conselho: esqueça isso, pois o periodo de felicidade pode ser facilmente e rapidamente substituida por dor e remorso.

Sabemos de muitos casos em que as pessoas se envolvem com homens comprometidos e quase sempre com a promessa do referido homem abandonar a esposa (sob pretextos de infelicidade dentre outras mais) o que na pratica não acontece e a pessoa que fazia o papel de "namoradinha" fica frustrada com a situação até tomar uma providencia, podendo essa ser abandonar o amante ou até mesmo uma solução um pouco hollywoodiana.

Mas acredito que o maior conselho que eu poderia dar a essa situação é: coloque-se no lugar da mulher do referido objeto do seu desejo e pense se gostaria de que seu marido estivesse se envolvendo com outra pessoa, por mais apaixonada que essa seja?
Após refletir sobre a questão, decida-se sobre como proceder!

Beijos, Dr. Rom

22/01/2010

Homem e o seu melhor amigo: O Super Ego.



Pessoas nerds provavelmente vão pensar que estou falando do Ego como “centro da consciência inferior, diferente do Eu, que é o centro superior da consciência”, mas a verdade é que não sou uma pessoa tão puritana e boazinha a ponto de me referir a isso. E muito menos estou falando de algum animalzinho de estimação sob a alcunha de Ego.

O que estou falando é muito mais simplório e direto. Estou falando do ego masculino, aquele cristal frágil que nós homens guardamos na parte mais profunda da nossa psique.

Um casal está deitado à cama e em um dado momento a mulher,brincando, fala algo sobre o membro do seu companheiro. Pronto, trincou o cristal.
Independentes do tamanho do membro do homem sempre serão complexados com o tamanho, mesmo debaixo dos gemidos e orgasmos da companheira.

Uma das verdades universais é a de que somos criados para os desígnios de nossa masculinidade perene e a comparação com outros (seja ex-namorados ou transas aleatórias) pode abalar a coluna mais frágil do nosso ser.

Qual o homem que nunca ficou em duvida se conseguia realmente agradar a companheira na cama?

Não tem duvida sobre o “Sentido da Vida”, “Para onde vamos?” ou se “Deus existe?”. A maior duvida do homem é se ele sabe usar o instrumento de forma adequada para a sua parceira.

Mas a verdade é que de certa forma os homens supervalorizam essa situação e acabam esquecendo que o sexo não começa na hora da penetração e sim desde a troca de olhares e o coração palpitante. Basta não deixar a paixão morrer no momento em que surge a afeição.


E esses homens se sentem os Super-homens, pensando que são os ases do sexo, enquanto que na maioria das vezes as mulheres que vão para a sua cama saem insatisfeitas e ele, iludido!

Porque de nada vale um pênis enorme se o dono dele está preocupado apenas em gozar e dormir.

Noite de Autografo com Clara Gomes e Fernanda Lizardo



Para aqueles que não sabiam (se é que tinha alguém que não sabia, ainda mais depois da maciça exposição feita no meu Twitter) ontem dia 22 de janeiro, na Saraiva Mega Store do Shopping Rio Sul ocorreu o lançamento dos livros ganhadores do BlogBooks.

Entre os felizes ganhadores tiveram duas pessoas que considero amigas particulares: Clara Gomes, do site Bichinhos de Jardim, ganhadora da categoria Quadrinhos; e a Fernanda Lizardo, do Sexto Sexo, ganhadora da categoria Sexo.
Ainda estiveram alguns dos integrantes do Papo de Homem com o lançamento do seu livro; do Dinheirama; do Kibeloco; do Guanabara.info; dentre outros contemplados.

Sinceramente não conhecia ninguém alem da Clara e Fernanda (apesar de querer ter conhecido o Dr. Drinks, do Papo de Homem), mas a noite de autógrafos rendeu ótimas risadas, como no momento em que este que vos fala, Dr. Rom, chegou para a Fernanda Lizardo pedindo um autografo e no momento em que disse para quem era, a mesma tomou um susto por não esperar me conhecer daquela forma.

Dr. Rom e Fernanda Lizardo

Um único comentário sobre a noite de autógrafos: que venham outros livros, ate mesmo porque o livro da Fernanda ficou ótimo, com um texto gostoso, sensual e divertido de ler.

Dr. Rom e Clara Gomes

O que falar sobre o livro da Clara Gomes? Perfeito. A escolha das tiras e a ordem colocada fazem com que o leitor se delicie ao ler.

Meus parabéns as duas. E como não poderia faltar, tirei foto com ambas.