7 de jul de 2012

O Delicioso Mundo Universitário

Oi. Meu nome é Romulo. Se você não sabe, se fudeu, porque caiu de paraquedas num blog que fala de tudo um pouco e na maioria das vezes de forma muito escrota.

Mas já que está aqui, aproveita e olhe um pouco pela janela da vida alheia, seu voyeur.
Como algumas pessoas sabem, sou estudante universitário da Graduação em Fisioterapia. Isso por si só já diz muita coisa sobre mim.

Mas se você não é (ou já foi) universitário, provavelmente não vai entender muita coisa que vou falar daqui para baixo. Estou em vias de me formar. Para ser mais exato, estou no final do 7º período. Parabéns para mim? Voce vai ver que nem tanto.

As pessoas quando iniciam uma faculdade, imaginam que a sua vida vai mudar como da água para o vinho, para depois descobrir que na verdade foi da água para a merda. E acredite no que digo, não existe nenhum milagre divino nisso.

Inicialmente você se encanta com as belezas de um mundo novo, ainda mais se estudar de noite. Festas, bebedeiras, putarias. E você acredita que vai viver isso até o final da faculdade dessa forma. Não vou te enganar, você pode viver muito tempo assim. Mas com grande putarias existem grandes consequências.

Foto do Dr. Rom - Antes e Depois

É com a proximidade do final do período que a vida vai te dar um tapa nos cornos e um chute nos culhões. Porque independente de como tenha vivido seu período na faculdade/universidade, de uma coisa você nunca vai poder fugir: trabalho de conclusão de curso.

Sim, meu leitor, isso é pior do que agulha no sabugo da unha. Aqueles professores que você adora e que criou amizade ao longo do seu tempo ali, vão se transformar no seu pior inimigo. Você vai desejar que aquela professora que te dava tesão tropece e bata com a cabeça na quina da mesa e sangre até a morte na sua frente.  E tudo vai parecer pessoal. O seu trabalho, por mais que esteja dentro das normas, sempre estará ruim.

Quer uma ideia do que estou falando? Estava fazendo um trabalho de conclusão de estagio supervisionado e o trabalho escrito estava completo, com toda a tabulação dentro das normas da ABNT (que provavelmente algum desocupado com impotência criou) e quando cheguei para apresentar a professora responsável, a infeliz vira e fala: está completamente incompleto. Tirando o fato que eu tentei suicídio com o meu próprio intestino pela forma que ela usou as palavras, perguntei a ela o que faltava.

Ela, com um sorriso que mais me lembrava da bocarra de um tubarão branco pronto a arrancar as minhas vísceras, disse: não tem referencia.

Apesar de ter bibliografia de onde eu tinha copi.. quer dizer, consultado, ela queria as referencias em cada etapa do trabalho. Tipo assim ‘segundo fulado de tal,’ sabe qual é? Parafraseando a porra toda.

Pois bem, peguei todos os livros que tinham sido utilizados para fazer o trabalho e fui buscar em cada o que eu tinha usado. Levei um final de semana inteiro apenas para encontrar as coisas que tinha utilizado. Coloquei cada um em seu devido lugar e levei para ela ver.

A peste da mulher adorou o trabalho. E quando terminou a apresentação do grupo marcado para o dia ela vira e fala a seguinte frase transcrita ou parafraseada: Como tivemos problemas com as referencias, decidimos não tirar ponto dos trabalhos sem referencias.

Assim, vocês notaram o nível de escrotidão na frase acima? Eu tinha o meu trabalho pronto com uma semana de antecedência e ela manda refazer; para logo depois dizer que não vai tirar ponto. Uma pessoa dessas merece morrer afogada na própria diarreia ou não?

Mas não se enganem caros colegas que estão rindo desse relato. A vida de vocês não será melhor do que isso. Porque aonde quer que esteja sempre haverá professores prontos a fuder a sua vida.

E agora.. que venha o TCC. Porque isso foi apenas o Trabalho de Conclusão de Estagio.